domingo, 6 de março de 2011

A guerra da vida


            Havia pessoas em que ela confiava. Desabafava todo tipo de coisa. Essas mesmas, riam com ela, partilhava o melhor de sua vida, arrancava dela o seu melhor sorriso… Sabiam cada vírgula da sua história. Fazia bem à ela. Aquelas brincadeiras seriam guardadas na memória. As pessoas ela guardaria no coração. Até mesmo as que à queria mal, pois ela aprendeu assim.
            Enquanto ouvia a chuva cair, sentada na sua cama, ela se lembrava de todos os momentos, de cada sorriso, de cada rostinho, de cada palavra. E sentia saudade. Muita saudade. Chorava às vezes. Mas sorria ao lembrar de tudo que foi bom. Nada iria voltar. Disso ela tinha certeza! Mas o futuro poderia ser melhor! Só dependia dela. 
                        Essa tal menina sou eu. Tentando ser feliz…
Já não sei definir as coisas, já não sei explicar mais nada… Entender? Já desisti!
            Eu, esse ser estranho e confuso, jogando esse jogo chamado vida, tão pequena em meio a tudo… Perseguida por sentimentos desvairados, infectada pelo vírus da indecisão, tentando combater todo o resto que tenta me atingir com suas armas poderosas. Até lembra uma guerra, mas é a vida…

Nenhum comentário:

Postar um comentário