quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

De repente Romeu e Julieta - cap. 1


Inglaterra. 2011. Já havia um ano que eu o conhecia e o tempo só fez aumentar todo o meu sentimento por ele. Nossas famílias sempre foram contra, afinal eu era da burguesia e ele um simples plebeu, assim meu pai falava. Mesmo estando em pleno século XXI às pessoas ainda eram acostumadas a usar termos do século XVIII, meu pai um coronel do exército britânico, minha mãe uma dondoca, e eu... Uma sonhadora. O pai dele um mecânico, a mãe dele uma dona de casa, e ele... Um incrível desenhista.
A forma como eu o conheci foi um pouco diferente dos demais casais. Eu estava me sentindo péssima, uma pessoa inferior a qualquer um, creio que até uma reles barata era melhor do que eu naquele instante, resolvi então acabar com tudo, acabar com o meu sofrimento. Uma ponte, um bom lugar para dar fim a um sofrimento, a várias desilusões. E foi assim mesmo, vesti um simples e delicado vestido branco, meus cabelos se formavam em cachos castanhos ao fim de minhas costas, caminhei até a ponte Tower Bridge, uma bela ponte onde poucos passavam por lá. Lágrimas de dor já caíam dos meus olhos quando eu levantei minha perna direita para cima do beiral daquela ponte, logo após a perna esquerda, me segurei nos fios que a sustentava, respirando fundo pensei em me jogar logo, foi quando ouvi uma voz suave atrás de mim.
Não faz isso linda – virei meu rosto para trás e lá estava ele, um menino branco dos cabelos castanhos, com a pele lisa e os olhos cor de mel. – Não estrague sua vida seja lá porque for – então ele sorri, e que sorriso lindo.
Você não me conhece, por que tenta me ajudar? – eu exclamei virando meu rosto mais uma vez, estando somente por um fio de cair.
Ei calma, se não você pode vir a cair – ele tentava me acalmar de uma forma como se realmente se importasse comigo. – Eu não te conheço, realmente não deveria estar por aqui, mas estava passando, por uma casualidade, e vi seus cabelos voarem e você aos prantos querendo se jogar. Por favor, não faz isso.
A voz dele estava me acalmando, me confortava a forma como ele falava, seus olhos suplicavam para que eu parasse, respirei fundo e fui me mexendo para pode sair daquela beira do precipício. Foi quando em um descuido da minha parte escorreguei, desequilibrando-me e partindo para uma queda drástica, em fração de segundos tudo aconteceu. Eu não havia percebido que ele estava tão próximo a mim, mas ele estava, e no momento em que eu me vi caindo em minha mente, ele havia me agarrado pela cintura e me segurado com tanta força que fez nossos corpos caírem por sobre a calçada, me mantendo longe daquele lugar onde há segundos atrás seria cena de uma morte terrível se transformou em um inicio de uma história a dois.
Nossos olhares se cruzaram, e permanecemos assim durante um tempo. Ele deitado ao chão e eu por cima de seu corpo, meus cabelos cismavam de cair por sobre meu rosto. Seu sorriso era tão lindo, e a forma como ele me olhava me fazia ficar tímida, um tanto contraditório falando de mim.
Obrigado – exclamei depois de minutos tendo esse frenesi todo.
Não precisa agradecer, fiz porque não aguentaria pensar e ver aquela cena por mais nenhum segundo – ele disse com um sorriso torto.
Mas ainda me pergunto, por que exatamente me ajudou? – indaguei fazendo careta.
Ele sorriu, já disse que o sorriso dele é lindo? Então, ele sorriu colocando meus cabelos parar trás e no mesmo instante fechei meus olhos ao suspirar.
Conhece algo chamado destino? – balancei a cabeça com um sim – Então, foi ele que me trouxe até aqui nessa madrugada gélida e sem cor, para que eu pudesse salvar a vida da razão do amanhecer colorido.
Meus olhos permaneciam fechados sentindo o toque dele sobre meu rosto, a cada palavra nossos corações se sacudiam em um compasso que naquele instante pertencia a nós. Foi quando senti sua respiração mais próxima que meus olhos se abriram me fazendo levantar bruscamente.
Ele franziu a testa como se perguntasse se havia feito algo de errado, eu simplesmente sorri.
Então, poderia saber o nome do meu herói? – exclamei dando-lhe a mão para ajudá-lo a se levantar. Ele a segurou levantando e, como sempre, sorrindo.
Romeu – disse me olhando com aqueles olhos cor de mel – E o seu pequena?
Não me segurei e me deixei sorrir com a coincidência dos nossos nomes – Julieta – respondi entre meus sorrisos tímidos.

Desculpa a Ausência

Nem sei se ainda existe leitores por aqui, ASUHASHUAHS.
Mas pra todo caso, peço mil desculpas pelo sumiço, mas sacomé é faculdade, trabalhos, família,  problemas, relacionamentos, enfim... isso tudo que atrapalha a vida.

Mas estou voltando a postar e tenho vários textos lindos para vocês *O* A começar por uma história linda e incrível que vi em sonhos, e que comecei a escrever e cada dia fico com mais vontade de escrever ela. Espero que gostem, e quem gostar divulga

Beijos gostosas da Tami :*