sexta-feira, 4 de junho de 2010





Por mais que lutasse para não pensar nele, eu não lutava
para esquecê-lo. Eu me preocupava que tudo desaparecesse.
Que minha mente fosse uma peneira e eu um dia não conseguisse
me lembrar da cor exata de seus olhos, da sensação de sua pele
fria ou da textura de sua voz. Eu podia não pensar, mas queria
me lembrar de tudo. Porque só havia uma coisa em que eu precisava
acreditar para poder viver, eu precisava saber que ele existira.
Era só. Todo o restante eu podia suportar. Desde que ele tivesse existido.
(...) Proibida de lembrar, com medo de esquecer. Era uma situação limite.


Lua Nova pág.70

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