sábado, 3 de julho de 2010

Uma nova história

Antes posso dizer que eu era uma menina fria, não me importava com os sentimentos dos outros, não liga se minhas amigas estavam sofrendo, porque eu só sabia ver a minha dor. Eu só sabia identificar que eu estava sofrendo por alguém ou alguma coisa. Mas é tão engraçado como a vida nos ensina tanta coisa, com apenas 17 anos eu já vivi cada situação na minha vida. Exemplo, sempre fui vista como a melhor, ou eu tinha que ser melhor que todos, fui ensinada assim, mas nunca fui assim. As pessoas sempre me colocavam em um alto pedestal. ‘ a Tamires tem a melhor voz, a Tamires sabe atuar melhor, a Tamires escreve super bem, a Tamires é melhor nisso e naquilo’ . por isso cresci sem amigos de verdade, por um erro dos meus pais. Já sofri bullying na igreja e na escola, sempre fui taxada como a gordinha de óculos, mas o que me fazia especial dos outros não era nada disso, mas sim a forma como eu fazia as coisas, na minha concepção eu não era tão melhor que os outros, sim eu tinha e tenho uma ótima voz, sei atuar bem e escrever... mas  não era por isso que eu tinha que ser superior aos outros. Não, eu nunca fui assim. Sempre quis ajudar os outros, ensinar o que eu sabia fazer, tentar me aproximar e ser amiga, mas ninguém nunca quis. Por isso entrei em depressão um pouco antes de completar meus 15 anos. Quando tive depressão,  às vezes ainda tenho algumas recaídas, mas eu cheguei a um estagio tão forte de depressão que nem a psicóloga conseguia me ajudar, meus pais entraram em desespero e eu... eu só sabia chorar, ter pesadelos tão horríveis ao ponto de acordar aos berros, minhas notas despencaram, não tinha mais motivação pra nada, amigos... esses não existiam mais em minha vida, todos me deixaram pois não agüentavam a pessoa repugnante que eu havia me tornado. Criei em mim uma redoma, algo que ninguém poderia ultrapassar, nem o próprio Deus que tudo pode conseguia ultrapassar esse meu bloqueio. Fechei-me para todos, fechei meu coração pra um amor, fechei minha mente para palavras vãs. Mas aos poucos fui deixando Deus cuidar de mim, fui permitindo pessoas se achegarem a mim, não foi fácil, eu me sentia uma pessoa fraca e não queria que ninguém me “visse” naquele estado. Mas agora eu aprendi que não importa em quantos pedaços meu coração foi partido, o mundo não me esperara para que possa recuperá-los (William Shakespeare). Outro exemplo, são os amores incontroláveis que já senti, ter ao lado uma pessoa tão incrível e não perceber a grandeza do amor dela, amar alguém que não se importava com o que eu sentia, amar uma pessoa ao ponto de ir contra tudo e todos por esse amor. Em cada um deles eu notei os meus erros, meus defeitos, aprendi o que era amor e aprendi que hoje não devo abrir meu coração a qualquer pessoa. Mais um exemplo do que vivi e vivo, é o amor que sinto por pessoas tão distantes de mim e ao mesmo tempo tão perto, aquelas que me entendem, que sabem todos os meus segredos, sabem como eu estou com apenas um “oi” pelo MSN. Esses que eu vou levar na minha vida para sempre, que aconteça o que for eles estaram em meu coração. Amizades e amores que começaram pela internet, algumas até no FAKE, um amor incontrolável que era algo sem explicação, uma amizade tão forte que superou as barreiras de quilômetros de distancia, a saudade de um amigo distante, a pessoa mais incrível e mais doce desse mundo, a menina cantora que virou minha diva escritora, um amor verdadeiro que acaba de crescer. Eu só tenho a agradecer a essas pessoas que me fazem mais feliz, que me ajudam a superar coisas, que me deixam triste em algumas situações, mas que acima de tudo seram eternamente MEUS. Anderson, Mayanna, Melissa, Jefferson, Leidy, Bianca, Willian. Também tenho muito que agradecer as minhas amigas da LJTN, ela simplesmente foram meu porto seguro em momentos de dificuldade, quando eu achava que não teria alguém em quem confiar, me apareceu vocês, Laís, Juliana e Naiane, obrigado por enxugarem minhas lágrimas, por ouvir meus desabafos e por me darem aquela força.
                Hoje tenho a convicção de que sou uma pessoa melhor, pois aprendi com meus erros o que devo fazer de certo, sei que ainda tenho meus altos e baixos, afinal a vida não é feita de rosas, talvez possa até ser mas nessas rosas existem vários espinhos. Hoje me considero alguém que sorri na hora da luta, alguém que tenta transparecer alegria em momentos de fraqueza, alguém que não julga os outros pois não quer ser julgada, alguém que não tem medo de amar, alguém que não tem mais medo de ser infeliz pois a felicidade da vida esta nas mínimas coisas. Essa enfim é Tamires Costa Victor, com lutas, aprendizagem, amores, amigos e acima de tudo com um Deus que ouve o meu clamor. 

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